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O tema mais ouvido do momento, pelo menos para mim, são os 40 anos de uma data que fico marcada por sua efervecencia mundial: 1968.
Um ano de movimentos estudantis, mortes, injurias... ano de tentativas.
A Revolução Cultural chegou acompanhada da Sexual e da insistente Politica. Juntas levaram o mundo a uma Revoluçao Comportamental.
O que se obeteve foi um periodo de esrança caotica no meio de um mundo revirado.
Para onde foi o idealismo, a vontade de mudar o mundo? Para onde foi nosso interesse em experimentar o novo?
Os jovens de 68 ganharam ares miticos, os filhos que não queriam ser seus pais, de tudo transformaram nessa busca.
A Geraçao 68 transformou a Geraçao Coca-Cola em diet e choca.
E na musica mais emblematica desse momento,Geraldo Vandre conseguiu até falar de suas flores:
"Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

Na foto, a Agencia Magnum mostra com primazia o espirito contagiante desse furor 68. A jovem que pede o fim do conflito EUA x Vietna.
Continuo minha leitura "1968: o ano que não terminou", de Zuenir Ventura, ótimo escritor que transforma um livro historico em quse um diario do clima da epoca, e minhas buscas musicais por ai.
criado por aninhaps89
18:16:46